Mostrando postagens com marcador não confie no sono. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador não confie no sono. Mostrar todas as postagens

NÃO CONFIE NO SONO!




      Conceição hoje teve um dia de trabalho excessivo. 

A agitação foi grande. E para piorar ela está naqueles dias. Tudo o que quer é um banho e uma boa cama para dormir e não acordar nem tão cedo. Encerrado o seu expediente, ela pega uma moto-táxi para levá-la até a estação de metrô. O qual para sua "sorte" resolveu que iria atrasar. Quase dormindo no banco da estação,       Conceição levanta ao ver que o metrô está próximo. 

      A "sorte" só aumenta, ele estava bastante cheio e sem ar condicionado. Sentou do lado de uma senhora que seria simpática aos olhos de Conceição, se ela não estivesse quase dormindo e sem querer conversar com ninguém. Havia uma mulher chamando a atenção de todos por que seu filho, emburrado, se jogou no chão. E ela já descontrolada, gritava com ele. A senhora observara a cena e comentou: 
-Crianças... Um verdadeiro terror! Ainda bem que passei dessa fase. 

      Conceição sorriu sem mostrar os dentes e não dando a mínima para o que a senhora falou. Ela estava pensando no que ainda teria de fazer quando chegasse em casa: pôr a carne para descongelar, comprar macarrão de espaguete, queijo ralado e refrigerante no mercado. Inventar uma boa desculpa para não ir à igreja de sua irmã que a convidou para um culto de libertação.
Também tinha que pagar a conta de luz que...
      Os seus pensamnos foram interrompidos. 
-Não gosto de bater, mas umas palmadinhas as vezes, é um ótimo corretivo! _Falou a senhora que estava sentada ao lado de Conceição. 
-Também acho! Minha mãe me educou assim e hoje não tenho nenhuma sequela. _respondeu ela com acabeça ainda longe e sem entender o porquê do assunto. 

      A mulher que estava chamando atenção por gritar com o seu filho, resolveu dar umas palmadas nele. Conceição tirou essa conclusão por que o menino chorava bem alto e todos comentavam o ocorrido. 
       Atrás os banco que Conceição e a senhora ao lado dela estavam sentadas, havia uma menina revoltada. A mesma, ficou indignada após ter ouvido o curto diálogo entre Conceição e a senhora e resolveu fazer um texto no Facebook a favor da lei da palmada, contra os pais que oprimem e traumatizam a criança. 



-Tenho que conversar com o Alexandre que está se envolvendo com uma menina nada legal. A tia dela me disse que ela não é peça boa. Não quero esse tipo de pessoa namorando o meu filho! _ Conceição tinha voltado para seus pensamentos.



Uma voz eletrônica avisou que o metrô chegou em sua parada. Todos levantaram e foram em direção a porta. Ela continuou sentada, costuma levantar apenas quando a saída está livre de todo o tulmuto. 

-Tchau! _Disse a senhora amistosamente._ Ela respondeu com um sorriso, novamente sem mostrar os dentes. 
Conceição vai caminhando até em casa, é um caminho longo. Ela está muito cansada e decidiu que não vai mais fazer janta. 

      Passou no mercado e comprou dois miojos para seus filhos. Chegando em casa foi logo pro banho. Os dois filhos: Alexandre e Alessandra, estavam na internet. Eles a deixaram um pouco de lado para conversar com a mãe. A mesma, disse que estava muito cansada e só queria ir dormir. Os dois voltaram a ficar inertes diante de uma tela, com um mundo dentro. 

      Depois do banho, Conceição se jogou na cama. Lembrou de fazer a oração, fechou os olhos, exaltou a Deus, o pediu perdão pelos seus pecados, pediu ajuda pelos necessitados e caiu no sono.
      Um barulho muito alto a incomodava e ficava cada vez mais próximo. Ela estranhou, pois tinha certeza que era o barulho do metrô. Abriu os olhos e não acreditou no que viu.  
Conceição estava sentada no banco da estação. Ela havia cochilado enquanto esperava. Quando olhou a hora percebeu que tinha perdido dois metrôs.
      No seu celular haviam várias camadas perdidas do seu filho, uma mensagem dele preocupado e perguntando onde ela estava. Conceição, agora, esperava o metrô novamente, ansiosa para chegar em casa.